domingo, 5 de setembro de 2010

Relatório divulgado hoje revela aumento de 'malware' em 2010

 Facebook é das empresas com mais ataques
Um relatório divulgado hoje por uma das empresas criadoras de um dos mais rápidos e eficientes sistemas de segurança, BitDefender, relativo ao primeiro semestre de 2010, avança que se verifica um aumento considerável do malware e o Facebook está em quarto lugar como mais afectado. O PayPal, eBay e HSBC lideram os primeiros lugares das empresas mais atacadas, sendo o malware maioritariamente originário da China e da Rússia. O volume do spam farmacêutico representa dois terços do total detectado entre Janeiro e Junho.

As instituições financeiras foram o alvo preferido dos ciberdelinquentes, perfazendo um total de 70 por cento do total das mensagens de phishing. As redes sociais também foram vítimas de um intenso ataque, estando o Facebook em quarto lugar.

O Mundial e as inundações na Guatemala foram dois dos eventos utilizados para lançar os ataques. Entre Janeiro e Junho o spam cresceu até representar 86 por cento do total, devido sobretudo ao aumento do spam farmacêutico que passou de 51 para 66 por cento

O ‘Trojan.AutorunINF.Gen’ ocupou o primeiro lugar do malware mais activo no primeiro semestre de 2010, com um total de 11 por cento. A China e a Rússia estão na liderança, como os países que mais os albergam, com 31 e 22 por cento, respectivamente.

Previsões

Os especialistas da BitDefender alertam para o facto dos primeiros seis meses de 2010 terem, sido dominados por ameaças convencionais (como troianos), no entanto, outros que atacam aplicações mais populares têm vindo a ganhar terreno tanto em quantidade como em prejuízos produzidos.

No caso do ‘Exploit.Comele.A’, as vulnerabilidades 'zero-day' poderiam ser utilizadas com fins que vão para além do roubo de identidade ou de dados bancários, para serem usadas em ataques relacionados com a ciber-guerra ou espionagem industrial de alto nível.

"Com o Facebook a superar os 400 milhões de utilizadores, a maioria dos autores de malware irá seguramente centrar-se nas plataformas de redes sociais para lançar novas criações", diz o comunicado.

Temperatura na Península Ibérica aumenta mais do que no resto do Mundo

Estudo publicado na «Climatic Change»
analisa período entre 1950 e 2006

Na Península Ibérica, os dias estão a ficar mais quentes do que no resto do Mundo, concluiu um estudo da Universidade de Salamanca publicado na revista «Climatic Change». Devido ao impacto que as temperaturas têm na agricultura e na saúde, os investigadores da universidade espanhola analisaram as variáveis mais representativas destes extremos térmicos desde 1950 a 2006.

Os resultados revelaram que se registou um aumento dos dias quentes maior do que no resto do mundo. Também foi detectada uma diminuição das noites frias, tendência que acompanhou a descida global.


São poucos os estudos que se centram nos extremos climáticos e nas alterações que estão a ocorrer nas temperaturas máximas e mínimas ou nas variáveis dias quentes e noites frias.

Até agora, a maioria dos investigadores tinha analisado as alterações da temperatura média à escala global. Estes resultados indicavam que o aumento das temperaturas se deve “mais provavelmente” a factores antropogénicos.

Esta nova investigação permitiu analisar, do ponto de vista físico, as causas das variações dos extremos climáticos, ou seja, verificar “que alterações se estão a produzir nas massas de ar que chegam à Península Ibérica, bem como na temperatura do mar”, segundo explicou ao diário espanhol «El Mundo» Concépcion Rodríguez, autora principal do trabalho e investigadora do Departamento de Física Geral e Atmosfera da Universidade de Salamanca.


“A tendência de diminuição de noites frias corresponde com a obtida à escala global, segundo o relatório do Painel Inter-governamental para as Alterações Climáticas (IPCC). No entanto, o crescimento de dias quentes na Península Ibérica é superior ao obtido globalmente para todo o planeta”, afirmou.

Para explicar estas diferenças, a equipa científica relacionou o aumento de dias quentes com índices que representam a variação das características da atmosfera e dos oceanos. Desta forma, “os dias quentes estão relacionados com os padrões atmosféricos, enquanto as noites frias dependem da temperatura do mar [do Atlântico Norte]”, explicou a investigadora.

O tempo que traz a massa de ar desde o Norte de África é a principal causa do aumento de dias quentes. “O tipo de tempo que provoca mais noites frias é a depressão sobre o golfo de Génova, que transporta ar seco e frio do Centro da Europa para Espanha”, explica Concépcion Rodríguez. A investigadora acrescenta ainda que as alterações no número de dias quentes e de noites frias são mais pronunciadas a sudoeste e noroeste da Península Ibérica e que “uma das causas prováveis destas alterações é a variação da temperatura superficial do mar no Atlântico Oriental”.